Mustang Shelby GT500
Escrito por Mario Victor   
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Ford Mustang: esse é um nome que impõe respeito. Combine-o com o lendário nome do designer de carros Carroll Shelby e você terá o verdadeiro grande carro americano. O Ford Shelby Mustang GT500 não é apenas outro Mustang turbinado: ele é o mais poderoso Mustang que já saiu de uma linha de produção. E este modelo desembarcou na cidade através da importadora modena imports e está a venda.


 

O Ford Shelby Mustang GT500 é um carro que segue uma abordagem nitidamente americana quanto ao alto desempenho - esse carro é realmente potente. Há algumas diferenças importantes entre o GT500 e o Ford Mustang  "normal". O Mustang ostenta um motor V6 SOHC (comando único no cabeçote) de 4,0 litros, que gera 210 hp, e a versão GT vem com um V8 capaz de gerar 300 hp. O GT500 possui potência nominal de 500 hp.

Tudo começa com um motor V8 DOHC (comando duplo no cabeçote) de 5,4 litros feito de ferro fundido, uma usina de força usada inicialmente na edição limitada do Mustang Cobra R .

Um superalimentador tipo parafuso, com trocador de calor intermediário ar-água (que gera uma sobrepressão de 4 kgf/cm2) força o ar no interior dos cilindros, cada um dos quais possui 4 válvulas. Muitos dos componentes do motor, como as cabeças dos pistões em alumínio e as bronzinas, foram desenvolvidas a partir do Ford GT . Uma transmissão manual de seis marchas T56 também faz parte do trem de força do GT500. A T56 é uma transmissão testada e comprovada em corridas, que lida tranqüilamente com a potência de um V8. As marchas são espaçadas de modo uniforme, de forma a permitir que o motor use todo seu torque para acionar as rodas traseiras.


Assim, o que este equipamento todo proporciona? De acordo com a Ford, o GT500 gerará 500 hp a 6 mil rpm e torque de 480 libras-pé a 4.500 rpm.

Dirigibilidade do Mustang

Apesar de os "muscle cars" (literalmente, carros musculosos) americanos serem normalmente conhecidos por sua velocidade máxima em linha reta, a história do Mustang mostra que um carro feito em Detroit pode obter êxito em traçados, tecnicamente desafiadores, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Os Shelby Mustangs originais eram muito ágeis em pistas sinuosas. O moderno GT500 não é diferente.


Uma suspensão MacPherson independente, com braços de controle inferiores em L invertido, sustenta a extremidade dianteira, enquanto um eixo sólido de três articulações escora a traseira, auxiliado por uma barra Panhard, para impedir o movimento lateral. As barras estabilizadoras dianteira e traseira ajudam a minimizar a rolagem da carroceria. Os freios Brembo melhoram a dirigibilidade, com discos de 356 mm e quatro pistões na dianteira e discos de 300 mm e pistão único na traseira, conectados ao sistema ABS do carro. As rodas de alumínio de 18 polegadas (457 mm) alojam pneus P255/45ZR e P285/40ZR de alto desempenho, e um sistema de direção hidráulica de cremalheira e pinhão fecha o pacote.


Um velho novo design

Em vez do logotipo do cavalo Mustang padrão, o GT500 apresenta emblemas de Cobras prateadas. Além disso, o GT500 é instantaneamente reconhecível como um Mustang, com muitos elementos do design destinados a evocar o GT500 original, produzido pela última vez em 1970, assim como outros Shelby Mustangs dos anos 60.

O estilo foi testado originalmente no Mustang GT coupe  e refinado no Mustang GT-R  antes de chegar ao estágio de design do GT500. Na herança do Mustang, as aberturas no capô removem o calor do compartimento do motor e o spoiler traseiro é uma reminiscência dos primeiros designs Shelby.

Quase todas as superfícies do interior são recobertas com couro preto, com detalhes "vermelho SVT" nos painéis das portas e superfícies dos bancos. "O couro tem sido, há muito tempo, um acessório procurado pelos entusiastas, de jaquetas a luvas de pilotagem, pois combina perfeitamente com todos os outros detalhes voltados à pilotagem", diz Keith Rogman, designer sênior do Mustang.

Todos os componentes metálicos no interior possuem um acabamento acetinado, em vez de cromado.


O painel de instrumentos reflete a criação deste Mustang como um carro de corridas: as posições do velocímetro e do tacômetro foram invertidas de modo que o taco tenha maior destaque que o usual, e um manômetro do superalimentador permite que o motorista monitore sua condição.



 

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