| F1 - GP da Espanha | |
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Desta vez, a meteorologia não foi bondosa com os fãs da Fórmula 1. Sem a presença da chuva, o GP da Espanha, realizado na mais previsível das pistas do atual campeonato, a de Barcelona, foi muito monótono. Exceção feita aos problemas de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, já na parte final da corrida, os torcedores foram brindados com um sonífero a 300 km/h. Como Mark Webber, da RBR, nada tem a ver com isso, ele teve um desempenho espetacular, dominou de ponta a ponta e venceu com extrema facilidade. Triunfo merecido.
Desde os treinos de sábado, quando a RBR mostrou todo seu potencial na pista espanhola, o australiano começou a se destacar. Com um desempenho excepcional no treino classificatório e consistência durante toda a corrida, ele abriu uma grande vantagem desde o início e pôde passar toda a segunda metade do GP apenas administrando a boa margem construída. Por sua vez, quem estava no pódio parecia vítima de uma maldição. Primeiro foi Vettel, que começou a sofrer com problemas de freio. Após uma escapada, ele teve de entrar nos boxes e caiu para a quarta posição. Depois Hamilton, a duas voltas do fim, viu a roda dianteira esquerda quebrar e seu carro ir direto à barreira de pneus. Fernando Alonso, que fazia uma corrida discretíssima, lucrou e ganhou a segunda posição dentro de casa. O alemão se deu melhor e assegurou um lugarzinho no pódio.
Discreto, aliás, foi o desempenho de Felipe Massa. Com problemas de aderência em seu carro, o brasileiro ficou preso atrás de Michael Schumacher e de Jenson Button em momentos distintos da corrida. Sem conseguir chegar nos rivais, ainda se enrolou com a Hispania de Karun Chandhok e quase jogou a corrida fora. Como já disse na corrida anterior, já passou do momento do brasileiro reagir. Dentro da equipe, a situação ficará complicada em duas corridas, já que o espanhol tem 18 pontos de frente no campeonato. Massa precisa, urgentemente, encaixar uma sequência de bons resultados.
Rubens Barrichello e sua Williams foram um destaque positivo da corrida. Além de tempos consistentes e regulares, o brasileiro foi um dos pilotos que mais avançou, entre ganhos na largada, ultrapassagens e problemas com os rivais. A nona posição em Barcelona mostra que o carro da equipe inglesa tem bom potencial, precisa apenas de mais tempo de desenvolvimento. Com as evoluções prometidas para a Cosworth para o GP da Turquia, daqui a duas provas, eles podem crescer muito no pelotão intermediário.
E Michael Schumacher finalmente teve um desempenho digno de um heptacampeão. Justiça seja feita: o alemão andou bem em Barcelona desde sexta, mas ainda é prematuro dizer que ele lutará por vitórias ou algo do gênero. Quem realmente se deu mal nesta história foi Nico Rosberg, seu companheiro, que parece sentir a pressão. Além de uma corrida errática neste fim de semana, o jovem alemão não conseguiu se entender com o W01 atualizado que foi usado na Espanha. Estava claro que Ross Brawn iria fazer de tudo para minimizar os problemas do velho amigo. Mesmo que, para isso, sacrificasse o desempenho de Nico. Vamos ver como ele reagirá nas próximas provas.
Texto: Blog Voando Baixo
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